Licença paternidade é ampliada

A Câmara Municipal aprovou, na última terça-feira (23), o Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município (PELOM) 21/2014, que amplia de oito para vinte dias a licença paternidade dos servidores da Prefeitura.

A proposta, de autoria do vereador Renato Cinco (PSOL) e apoiada por outros 33 parlamentares, ampliava a licença, no texto original, para trinta dias. Entretanto, a base governista entrou com uma emenda reduzindo o tempo de duração do benefício.

O Rio de Janeiro demorou, mas finalmente entendeu que a presença paterna não é um detalhe nos primeiros dias de vida de um bebê e da mãe recém parturiente.

Nosso mandato acredita que essa foi uma grande vitória! Uma conquista em um momento político marcado por constantes ataques aos direitos dos trabalhadores. Foi um passo em direção à igualdade. Muitos outros ainda virão!

Foram ao todo 43 votos favoráveis. Os únicos vereadores que votaram contra o projeto foram Leandro Lyra (Partido Novo) e Carlos Bolsonaro (PSC).

A criação dos filhos deve ser responsabilidade tanto do homem quanto da mulher. O papel dos pais na criação dos filhos tem tido cada vez mais destaque e uma divisão mais igualitária das tarefas de cuidado é fundamental para incentivar uma nova visão do papel do homem na família e em toda sociedade.

A ausência paterna nos primeiros dias de vida do bebê acaba por sobrecarregar a mãe, que se encontra no delicado período puerperal e muitas vezes se recuperando de uma cirurgia (parto cesáreo). A ampliação da licença fortalece também a aproximação e o vínculo afetivo do pai com o recém-nascido ou adotado.

Apesar do avanço, o Rio de Janeiro está atrás de Niterói, que concede trinta dias de licença.

Nosso mandato espera que o benefício seja estendido aos trabalhadores da iniciativa privada.