Educação não sexista

Nossa sociedade se baseia em um modelo: masculino, branco, heterossexual. Não pertencer a esse padrão submete mulheres, negros/as e LGBTTs a preconceitos​ e sofrimento cotidiano.

O fato de o Brasil ser o 5º país no mundo com maiores taxas de feminicídios e os altos índices de evasão escolar que atingem a população LGBT, em especial pessoas trans (a taxa é de 32%), são alguns exemplos de uma realidade bastante desigual.

A escola é um lugar de socialização e também de reprodução de preconceitos e estereótipos. Por isso, é importante garantir o termo gênero e sexualidade nos planos de educação e incentivar a desconstrução de papéis de gênero, respeitando a diversidade que existe – sexual, de identidade, de etnias, de religião etc.

21 de junho é considerado o “Dia da Educação Não Sexista”. A data foi instituída em 1991, pela Rede de Educação Popular entre Mulheres da América Latina e do Caribe (Repem). Em discurso no plenário, Renato Cinco ressaltou a importância da luta por uma escola libertadora.
“A escola tem que enfrentar a educação machista e respeitar o que está estabelecido na Constituição e nos tratados dos quais o Brasil é signatário. Uma escola libertadora é aquela que promove igualdade de condições para acesso e permanência escolar. Defendemos uma escola plural, onde o debate de ideias ocorra e a defesa do direito de todos e todas seja um prerrogativa”, destacou.

Uma escola libertária, como nos ensinou o mestre Paulo Freire, é aquela que estimula a diversidade, o princípio de liberdade de divulgação do pensamento. Uma escola democrática, inclusiva, comprometida com a construção de uma sociedade sem machismo, sem racismo e sem lesbofobia, homofobia, bifobia e transfobia é o que queremos.

O nosso mandato aposta em iniciativas que trabalhem a temática, a exemplo da Lei de Combate ao Machismo nas Escolas (5858/2015) – que incentiva profissionais de educação e demais membros da comunidade escolar a promover ciclos de debates sobre a igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Veja a íntegra do pronunciamento: