Vereadores aprovam uso de armamento “menos” letal para a GM

A Câmara de Vereadores aprovou essa semana, em segunda discussão, o armamento “menos” letal para a Guarda Municipal.

O tema tem suscitado muitos debates na Casa Legislativa desde o início do ano, principalmente pelos posicionamentos apresentados por um vereador que é Guarda Municipal e tem defendido abertamente que a categoria tenha autorização para uso de armamento letal.

Renato Cinco votou contra a matéria e tem mantido essa posição em todas as discussões sobre o tema – assim como toda a bancada do PSOL. Em declaração de voto, Cinco afirmou não existir armamento “não” letal, já que todo tipo de arma pode ser usada de forma letal ou para fins de coerção e tortura:

“Essa Câmara Municipal aprovou a utilização de um equipamento que não existe. Não existem armas não letais. Existem armamentos menos letais. Na verdade, qualquer objeto pode ser utilizado como arma, quanto mais uma arma. Um cacetete pode matar, o spray de pimenta pode matar, o Taser pode matar como matou, várias vezes, em vários lugares do Brasil e do mundo. Essas armas ditas menos letais provocaram mortes”, declarou.

Ao contrário do que afirmam os defensores do aumento do poderio bélico da Guarda, o armamento não garantirá a ampliação da segurança ou, sequer, protegerá esses servidores, mas os colocará em situação de maior vulnerabilidade. Apenas a justiça social será capaz de diminuir os altos índices de violência.

Assista o discurso na íntegra: