A crise na educação

Estagiários que atendem crianças deficientes nas salas de aula do município do Rio denunciaram, nos últimos dias, o atraso no pagamento dos salários. A educação inclusiva, iniciada na gestão de Eduardo Paes, nunca funcionou como deveria. Não bastasse a precariedade no atendimento – que afeta crianças, mães e pais – também padecem com o descaso os profissionais da educação.

A estrutura nas escolas está cada vez mais precária. As fotocópias, antes limitadas, agora foram cortadas. Além disso, a merenda servida está cada vez mais escassa.
Em abril deste ano, o nosso mandato enviou à Secretaria Municipal de Educação um Requerimento de Informação (264/2017) questionando a composição da merenda escolar. O documento deveria ter sido respondido em junho, mas a prefeitura pediu um prazo ainda maior. Até o momento, a resposta não foi enviada.

Com a alegação de problemas financeiros, o prefeito suspendeu, por decreto, a efetivação de aprovados em concursos e também daqueles profissionais de educação que passaram pelo curso de formação da Escola Paulo Freire. O poder executivo diz que somente serão substituídos profissionais mortos ou aposentados.

Escolas fechadas por conta da violência, professores com medo de lecionar, merendas de qualidade ruim, falta de material, direito à educação inclusiva negligenciado… Como falar em meritocracia nessas condições? Como nos ensinou o mestre Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.