Contra a intervenção dos EUA na Venezuela

As garras imperialistas de Donald Trump estão apontadas para a Venezuela. O pretexto dos Estados Unidos para realizar uma intervenção é a grave crise social e política que afeta nosso vizinho ao norte da fronteira.

Trump e seu vice, Mike Pence, argumentam que o presidente venezuelano Nicolás Maduro viola direitos humanos e tenta instalar uma ditadura. Entretanto, desde sua eleição, Trump – seguindo uma velha tradição dos governantes estadunidenses – reforça laços com Vladimir Putin e outros governantes autoritários.

Independente do que achamos do governo Maduro, temos que entender que uma intervenção militar dos Estados Unidos nunca é por razões humanitárias ou democráticas e que o governo estadunidense não tem o direito de se intrometer nos assuntos internos de outros países.

Em discurso no plenário da Câmara Municipal, o vereador Renato Cinco citou exemplos de intervenções desastrosas do governo norte-americano em diversos países.

“Quais territórios invadidos e ocupados pelos Estados Unidos não se tornaram “estados fracassados” em função dessa ação? As guerras do Afeganistão e do Iraque, e as intervenções americanas na Líbia, no Paquistão e na Síria, com o estabelecimento de governos ilegítimos impostos por tropas e bombas estrangeiras, em alguns destes países, só intensificaram os conflitos locais e impossibilitaram o avanço de forças progressistas”, disse Cinco.

Veja a íntegra do discurso:

As intervenções provocaram guerras civis infinitas, com o fortalecimento constante de milícias fundamentalistas assassinas e opressoras, como o Estado Islâmico e o Talibã, que promovem pilhagens, massacres, estupros e escravização em massa.

Defender a Venezuela das garras de Trump é uma questão humanitária.