O Jacarezinho pede paz

Há uma semana o medo impera no Jacarezinho. Em nome da guerra às drogas, mais uma vez a comunidade é alvo de operações policiais desastrosas. Já são sete dias de tiroteios e de escolas fechadas (o que deixa pelo menos 2300 estudantes sem aula).

O saldo da ação do estado na comunidade são três mortes: um feirante, um mototaxista e um policial. Os corpos que tombam confirmam a falência da política de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro.

A estúpida guerra às drogas não deu trégua nem na véspera do Dia dos Pais, quando ocorria uma festa na comunidade. Amedrontadas com tiros disparados do helicóptero da polícia, crianças acabaram se perdendo de suas famílias.

Em discurso no plenário da Câmara Municipal, o vereador Renato Cinco lamentou a insistência do poder público neste tipo de operação e falou sobre sofrimento diário dos moradores do Jacarezinho.

“Há sete dias a vida dos moradores da favela do Jacarezinho é tomada pelo medo da repressão do Estado. São 30 anos militarizando, aumentando a repressão, aumentando o número de presos. O que existe é uma guerra do estado brasileiro contra o povo brasileiro. Há séculos se nega o mínimo e se responde com violência à população que tem seus direitos historicamente negados”, destacou Cinco.

Veja a íntegra do discurso:

A política de combate às drogas é, na prática, uma guerra declarada aos pobres. Por isso, o único caminho possível para superar esse cenário de barbárie é escutar o povo que mora nas favelas do Rio de Janeiro.

Leia a nota do PSOL Carioca sobre a violência no Jacarezinho