O PME que queremos

Na quarta-feira (30), o Plano Municipal de Educação foi debatido nas escolas, por iniciativa do governo Crivella. A discussão foi limitada a um único dia, tempo insuficiente para a complexidade do tema.

O vereador Renato Cinco levou à tribuna da Câmara algumas das reivindicações e denúncias da categoria, entre elas o fato de o texto base do PME ter sido construído num processo antidemocrático.

Veja a íntegra do discurso:

“A única conferência realizada até hoje teve pouco mais de 100 trabalhadores da educação envolvidos no processo, de um total de aproximadamente 56.000 profissionais da rede.  A conferência foi chapa branca. Houve um grande número de setores ligados aos governos e uma participação tímida das universidades e da  sociedade civil”, afirmou Cinco.

O governo municipal atrelou a aprovação do PME à liberação de recursos para a merenda escolar. Essa informação não condiz com verdade. Nosso mandato acredita que a aprovação do PME sem um amplo e democrático debate não se justifica.

Defendemos a realização de uma nova Conferência Municipal de Educação, com a participação de todos, que discuta temas como gênero, minorias e laicidade na educação.

O PME tem que contemplar a garantia de 1/3 do tempo de aula para o planejamento, a data base e o plano de carreira dos profissionais de educação.

Nosso mandato apresentou várias emendas ao Plano, construídas em conjunto com a categoria. Conheça as propostas: