Cineclube com o filme “Arpilleras: bordando a resistência”

A Arpillera é uma técnica têxtil de origem chilena, vinda de uma antiga tradição popular iniciada por um grupo de bordadeiras de Isla Negra, localizada no litoral. As telas originais, chamadas arpilleras, eram bordadas em retalhos de sacos vazios de farinha ou batata – aqui no Brasil, conhecida como juta. O bordado servia como registro da vida das comunidades, dos problemas políticos e sociais, afirmação da identidade e cultura, além de fonte de renda em tempos mais difíceis.

Ainda no Chile, a técnica foi utilizada pelas mulheres durante a Ditadura Militar para denunciar as diversas violações cometidas no país.

Aqui no Brasil, o bordado e seu sentido foram resgatados pelas mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). As arpilleras brasileiras foram construídas a partir de encontros de formação política que utilizavam a metodologia para que as mulheres expressassem seus sentimentos diante dos impactos trazidos pelas grandes obras na Amazônia.

O filme “Arpilleras: atingidas por barragens bordando a resistência” reúne a história de 10 mulheres atingidas pela construção de hidrelétricas, de diferentes regiões do país, que fizerem da costura, do bordado, uma ferramenta de luta.

No próximo dia 13 de setembro (quarta-feira), o Espaço Plínio (Rua da Lapa, 107) exibirá essas histórias de resistência a partir das 18h30. Após a exibição do filme, haverá debate com a participação da Brigada do MAB (Movimento de Atingidos por Barragens), de uma representante do MST e de Talíria Petrone (vereadora do PSOL de Niterói).

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