É pela vida das mulheres!

28 de setembro é o “Dia Latinoamericano e Caribenho de Luta Pela Descriminalização do Aborto”. A data surgiu no 5º Encontro Feminista Latinoamericano e Caribenho, realizado em 1990, na Argentina. Em alusão à data, o Mandato Ecossocialista e Libertário de Renato Cinco levou o debate à tribuna da Câmara Municipal.

O aborto ilegal causa cerca de 50 mil mortes no mundo anualmente. Em países mais pobres, o método irregular para interromper uma gravidez indesejada é a principal causa de morte entre mulheres jovens de 15 a 19 anos. Para que as mulheres parem de morrer, é preciso entender o aborto como uma questão de saúde pública.

Em discurso no plenário, o vereador Renato Cinco falou sobre os efeitos da criminalização do aborto no Brasil. São 250 mil mulheres internadas por ano e uma mulher morre, a cada 2 dias, em decorrência de abortos inseguros. “Eu defendo a legalização do aborto até a 12ª semana de gestação, quando o sistema nervoso central do embrião ainda não está formado. Defender a legalização do aborto, assim como defender a legalização das drogas, não significa fazer propaganda. A defesa da legalização do aborto, em primeiro lugar, parte do reconhecimento do direito da mulher ao seu próprio corpo. Mas, também parte do entendimento de que a proibição do aborto – além de não conseguir inibir a prática -, causa muito mais danos às mulheres e à sociedade do que se houvesse à regulamentação”, defendeu Cinco.

Veja a íntegra do discurso:

ADPF e Ação Pela Vida das Mulheres

Em março deste ano, o PSOL, em parceria com a Anis – Instituto de Bioética, ingressou com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), no Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de tornar inconstitucional a criminalização do aborto.

O STF recebeu a nossa ação e ela pode entrar em votação a qualquer momento. Uma importante chance que temos para descriminalizar o aborto no Brasil. Clique e apoie #AçãoPelaVidaDasMulheres