Em defesa do direito de manifestação!

Na última terça-feira (03), profissionais da educação fizeram uma manifestação em frente à Prefeitura. O grupo protestou contra uma série de medidas que ameaçam os direitos da categoria e a qualidade da educação municipal. O vereador Renato Cinco participou do ato.

Em discurso no plenário, Cinco lembrou que os ataques aos direitos da classe trabalhadora são generalizados.

“Os planos do grande capital para o Brasil são terríveis para a classe trabalhadora. Se olharmos o conjunto da obra, olharmos as propostas ainda não aprovadas, ou já aprovadas pelo Congresso Nacional, como a lei das terceirizações, reforma trabalhista, reforma da previdência social, flexibilização da legislação ambiental; se olharmos o que tem sido debatido nos parlamentos (…) cobrança de aposentadoria dos inativos, de contribuição dos aposentados da Cidade do Rio de Janeiro… É um ataque generalizado que leva o Brasil para antes dos anos 30”, afirmou.

Veja a íntegra do discurso:

Cinco rememorou ainda o episódio, no governo de Eduardo Paes, em que a Câmara foi cercada pelas forças policiais para garantir a aprovação do Plano de Cargos e Salários, rejeitado pela categoria.

“No dia 1º de outubro, nós completamos quatro anos em que esta Câmara Municipal esteve cercada pela Polícia Militar para que os vereadores pudessem aprovar um duro golpe nos profissionais de educação do nosso município, que foi a aprovação daquele plano de cargos e salários sem debate; plano que não atendia aos interesses dos profissionais de Educação; que não atendia às necessidades de uma escola pública, gratuita, laica e de qualidade”, declarou.

O vereador mais uma vez mencionou a importância da mobilização popular e destacou que os profissionais de educação estão no foco da repressão por representarem uma das mais combativas categorias.

“Já tivemos, na Uni-Rio, o afastamento e a exoneração de profissionais de educação por participarem do seu sindicato. Vimos, no Estado, o deputado Flávio Bolsonaro se associar ao governador Pezão para perseguir o professor Pedro Mara, diretor de escola, eleito contra a vontade do governador, mas com ampla maioria de apoio do seu colégio. Agora, infelizmente, o nosso Secretário Municipal de Educação, César Benjamin – que já foi vítima de perseguição política –, hoje participa dessa lógica de perseguir os profissionais de educação”, criticou.

Durante o discurso foram exibidas imagens feitas pela professora Flávia Rodrigues, que foi pressionada a assinar remoção de sua escola, largando uma turma de educação especial com 15 alunos (que deveria ter apenas 10) e outra turma noturna do Programa de Educação de Jovens e Adultos, por ter colocado um cartaz no mural da instituição com as reivindicações da categoria.

O vereador exibiu ainda fotos de algumas escolas em péssimo estado de conservação.

Cinco aproveitou também a oportunidade para convocar o debate “Educação e democracia”, que acontecerá no dia 17 de outubro, às 18h, no Espaço Plínio (Rua da Lapa, 107). Na ocasião, estarão presentes profissionais da educação das redes federal, estadual e municipal, que foram vítimas de perseguição política.

Evento no facebook