César no país das maravilhas

O vereador Renato Cinco participou, na quarta-feira (25), da Audiência Pública sobre o orçamento da educação para o próximo ano.

Cinco balizou sua fala em três pontos principais. Em primeiro lugar, reivindicou mudanças na metodologia de apresentação do orçamento pelo Executivo. Hoje, não há debate com a sociedade sobre as prioridades. O “chão da escola” não é ouvido sobre as reais necessidades da educação.

Veja a íntegra do discurso:

Em segundo lugar, exigiu o compromisso do Secretário de Educação, César Benjamin, presente no plenário, de cumprir a lei, investindo 25% do orçamento total do município em educação. O vereador apontou ainda o cinismo dos governos, que sempre são notificados pelo Tribunal de Contas do Município. O TCM avisa quando as Receitas e Despesas com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) são usadas indevidamente. O dinheiro da educação não pode cobrir despesas de aposentadoria e pensões, como é feito sistematicamente pelos governos. A prática configura crime de responsabilidade fiscal.

Em terceiro lugar, Cinco questionou a falta de clareza das Parcerias Públicas Privadas na construção de novas creches. A experiência na saúde serve de alerta sobre tais iniciativas.

O Secretário foi bastante evasivo e não apresentou dados sobre o orçamento do próximo ano. César foi questionado sobre: os problemas encontrados nas escolas; a falta de vagas em creches; o fechamento de turmas; e a não contratação de concursados. A resposta do Secretário foi um ataque aos críticos, declarando que não se importava com as indagações e que os pais e educadores presentes não representavam a rede.

Benjamin expressou o seu total desprezo pelo SEPE-RJ. Disse ainda que está na secretaria por abnegação pessoal, para defender a rede, pois não obtém nenhuma vantagem política e econômica com isso. Alegou também que a rede sabe que as escolas não estão caindo aos pedaços e que não estão enfrentando problemas graves.

O Secretário apresentou a concepção de educação como custo, encarando a rede pública municipal como um ativo social.

#somostodosflavinha

Como se não bastassem tantas inverdades e lorotas, o Secretário ainda foi desrespeitoso ao se referir ao caso da professora Flávia Rodrigues, causando grande comoção e revolta nos presentes. Ele afirmou que a professora não representa os educadores da rede municipal, que é “formada por uma maioria decente”.

Benjamin mostrou mais uma vez a sua face autoritária, de quem não se importa com o título de perseguidor de trabalhador.

Nosso mandato reitera a sua solidariedade à educadora Flávia Rodrigues e lamenta a postura execrável de César Benjamin.

César Benjamin sai, Flávia fica!