Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher

A data que integra o calendário de luta das mulheres em todo o mundo também é uma homenagem às irmãs Mirabal, aprovada no 1º Encontro Feminista Latinoamericano e do Caribe, realizado em 1981, em Bogotá. Em 25 de novembro de 1960, Mercedes, Minerva e Antonia María Teresa Mirabal foram assassinadas pela ditadura militar de Leônidas Trujillo, na República Dominicana. As três eram conhecidas como “Las Mariposas” e faziam parte da resistência contra o regime comandado pelo ditador.

No Brasil, as mulheres vivenciam uma realidade bastante violenta: a cada 2 segundos a violência machista atinge uma brasileira. Por dia, 12 mulheres morrem e 135 são vítimas de estupros. A chance de ser violentada é ainda maior para mulheres negras. 60% dos casos registrados de violência foram contra mulheres pretas e pardas. Segundo o Dossiê Mulher, relatório que traz informações de violência contra mulher no estado do Rio, 15% das mortes de mulheres são casos de feminicídio.

Apesar dos números alarmantes, o governo brasileiro parece pouco se importar com a vida das mulheres. Em maio, Temer cortou 61% (de R$ 42,9 milhões para R$ 16,7 milhões) das verbas destinadas ao atendimento de mulheres vítimas de violência. E também reduziu em 54% (de R$ 11,5 milhões para R$ 5,3 milhões) o orçamento para políticas de incentivo à autonomia das mulheres.

#TodaMulherMereceUmaDoula

No Rio, uma iniciativa importante e que contribui para a garantia de partos sem violência foi vetada. “Infelizmente o prefeito Marcelo Crivella vetou o Projeto de Lei 1646/2015, elaborado por nosso mandato e aprovado esse ano na Câmara Municipal, que obriga maternidades e outras unidades hospitalares do Rio de Janeiro a aceitar a presença de doulas no processo de pré-parto, parto e pós-parto. O prefeito alegou vício de iniciativa e vetou a lei, o que é muito ruim, principalmente vindo de um prefeito que fez a sua campanha dizendo que ia cuidar das pessoas”, criticou Cinco.

O Mandato Ecossocialista e Libertário de Renato Cinco seguirá em luta, junto ao movimento de doulas e ao movimento feminista pela derrubada desse veto na Câmara. Veja íntegra do discurso: