Secretário César Benjamin, o feitor de Crivella

Em menos de um ano, a gestão de César Benjamin na Secretaria Municipal de Educação (SME) já coleciona histórias de desrespeito e desprezo aos profissionais da educação. Em discurso no plenário, o vereador Renato Cinco criticou a péssima atuação do secretário.

“César Benjamin identificou o SEPE como adversário político, que pode atrapalhar a implementação de políticas que ele quer adotar na Secretaria Municipal de Educação. Privatista, quer usurpar os recursos públicos para o capital privado através de parcerias público-privadas para o desenvolvimento infantil”, alertou Cinco.

Sem moral

Recentemente, o secretário foi criticado por declarações racistas em seu perfil de uma rede social. Numa demonstração de despreparo para estar à frente da administração pública, chegou a escrever “foda-se” em texto publicado no facebook. Diversos coletivos do movimento negro expressaram repúdio a essa postura do secretário de educação, sobretudo num momento em que nunca se debateu tanto sobre identidade negra e combate ao racismo.

A perseguição contra a professora Flávia Rodrigues também foi duramente criticada por Renato Cinco. “É de deixar com inveja os adeptos da Escola Sem Partido”, disse Cinco, referindo-se aos ataques sofridos pela educadora.

“Pra quem não lembra a professora fez um cartaz com as deliberações da assembleia, colocou na sua escola e desde então vem sendo perseguida. O cartaz feito pela professora não tem nenhuma mentira! Inclusive, a escola em que Flávia dava aula foi interditada pouco depois do afastamento dela porque o esgoto explodiu e inundou a escola”.

Sem limites

O secretário propôs ainda uma consulta sobre o 1/3 de planejamento, que pretende colocar em choque de interesses professores 1, professores 2; diminuir o tempo de aula para disciplinas como Geografia, História e Ciências, além de desrespeitar todas as propostas e reivindicações da categoria que foram apresentadas nos próprios fóruns criados pela Prefeitura.

Na prática, ele quer que a categoria assine um pacto concordando com a ampliação da sua jornada de trabalho, sendo cada vez mais massacrada nas escolas.

“Ele está desesperado, pois sabe que a proposta da SME pode ser derrotada como já havia sido nos fóruns convocados pelo secretário de educação”, ponderou Renato, que lamentou o tratamento destinado ao sindicato de profissionais da educação.

Veja a íntegra do discurso: