Contra a reforma da previdência

Bastou o governo de Michel Temer anunciar o recuo na votação da reforma da previdência para maioria das centrais sindicais desmobilizarem as manifestações marcadas para o último dia 05.

Com o desmonte do protesto, o governo voltou a anunciar que irá votar a reforma ainda este ano. Em discurso no plenário, o vereador Renato Cinco criticou a proposta de Temer.

“Se somar a lei das terceirizações, a reforma trabalhista e a reforma da previdência, isso é submeter a classe trabalhadora brasileira a uma condição de neoescravos (…) insistem na mentira de que a previdência é deficitária. A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Previdência acabou de reafirmar que a previdência não é deficitária. A Seguridade Social no Brasil é superavitária. Ela arrecada mais do que gasta. Não arrecada menos”, declarou.

Como o falso discurso do rombo na previdência não colou, o governo iniciou uma campanha publicitária a favor da reforma, apresentando-a como um combate a privilégios. Outra mentira deslavada.

“O principal objetivo da reforma da previdência é acabar com o direito de aposentadoria dos trabalhadores, especialmente dos trabalhadores mais pobres do nosso país. Como estabelecer a idade mínima de aposentadoria de 75 anos, quando em várias favelas do Rio de Janeiro a expectativa de vida não chega aos 65 anos?”, questionou Cinco.

Renato Cinco condenou ainda a postura das principais entidades sindicais:

“Uma greve geral sendo construída, as categorias se organizando para a paralisação e as centrais sindicais acreditam que o governo recuou. Eles querem me convencer que são ingênuos. Não são ingênuos! São pelegos, traidores de classe! Mais uma vez, desmobilizaram o povo brasileiro, porque não querem convocar a população para ir às ruas para se mobilizar, derrubar esse governo e derrotar as reformas”, afirmou

Veja a íntegra do discurso: