Plano de Cargos e Salários proposto pela Prefeitura exclui 93% dos professores

“Isso não é valorização profissional, isso é assédio moral”, afirmou uma professora ao visitar os gabinetes na Câmara dos Vereadores.

Um dia após entregar o Plano de Carreira da educação à Câmara, a Prefeitura, questionada pela categoria mobilizada, já fez correções na proposta. Contudo,  no essencial permanece a concepção de Plano que exclui 93% dos professores, segundo números da SME. A proposta (confira aqui a análise da proposta) mantém a mesma estrutura anterior: serão incluídos no Plano apenas os novos cargos de PEF e PEI, além do pessoal de apoio (agente educador, inspetor, servente e merendeira), apoio técnico (secretários e agentes de apoio) e agentes auxiliares de creches, necessariamente com jornada de 40 horas semanais.

Fica claro que o Prefeito Eduardo Paes e a Secretária Claudia Costin querem passar uma borracha sobre tudo o que foi construído na educação da Cidade até o  atual Governo e construir um mundinho próprio, onde o Projeto de uma escola de fantasia seja erguido mesmo contra todas as resistências dos profissionais da educação.

Sobre a paridade de que o Governo fala, trata-se de manter os aposentados na mesma estrutura de carreira em que se aposentaram, assegurando-lhes tão somente as correções salariais concedidas aos demais educadores, da mesma forma que o Governo atualiza, sob a afirmação de corrigir, a situação dos professores de 16; 22 h 30 e 30 h (confira a matéria de Renato Cinco sobre o tema na Coluna do Servidor do jornal O Dia). Entretanto, a Prefeitura só concede aos aposentados a correção salarial de 8%, finalizando a progressão por tempo de serviço no décimo ano e condicionando a entrada no novo Plano de Carreira à aceitação de se submeter aos limites de vagas estabelecidos pela SME para optantes de 40 horas.