Que tal professores?

“Em vez de uma intervenção com dezenas de milhares de soldados, que tal uns 2000 professores”? A provocação feita por Renato Cinco nas redes sociais foi motivada pelo descaso com a educação pública no município do Rio de Janeiro, problema que atravessou as últimas gestões e que se mantém com o prefeito Marcelo Crivella.

Em discurso no plenário da Câmara Municipal, o vereador lembrou que no Brasil o combate à violência costuma ser feito apenas com ações emergenciais, como a intervenção federal na segurança pública do Rio. Já as políticas estruturais ficam esquecidas. É o que ilustra a falta de professores na rede municipal do Rio.

Apesar do déficit de pelo menos 2200 professores somente em 2017 – o que deixa milhares de estudantes sem aula e sobrecarrega ainda mais os profissionais da educação -, o governo Crivella se comprometeu a contratar apenas 500 profissionais.

Nesta semana, o vereador Renato Cinco fez diligências em duas escolas municipais, EM Maria Clara Machado, na Barra da Tijuca, e EM Fábio César Pacífico, em Campo Grande. Nas duas, a falta de professores é grave. Faltam 14 professores na primeira e oito na segunda, onde para contornar a situação os professores assumem duas turmas por turno.

Educação não é prioridade para prefeitura

Uma análise comparada dos gastos públicos de 2008 até o ano passado comprova que o crescimento de despesas com Segurança Pública foi de 78,3%, enquanto o percentual para a Educação ficou em 59,53%.

“Cuidar da segurança pública não é atribuição do município. Mas, da saúde e da educação sim”, destacou Cinco.

Veja a íntegra do discurso: