Nascido há 200 anos, Marx continua vivo e atual

Maio é mês de aniversário de um dos maiores pensadores da história da humanidade, Karl Marx. No último 5 de maio, comemorou-se os 200 anos daquele que muitos definem como um homem que viveu à frente de seu tempo.

Marx, um homem do século 19, foi influenciado pelo romantismo revolucionário e pela filosofia alemã. Nasceu em 1818 em Trier, antiga Prússia. No início da universidade, em Bonn, no final os anos 1830, estava mais interessado em poesia e ficção. Somente depois, na Universidade de Berlim, é que Marx iria se dedicar à Filosofia e à obra de Hegel. E mais tarde vai apurando o olhar e radicalizando a sua posição política. Passa a estudar economia política e a conhecer mais de perto a realidade dos trabalhadores no processo da Revolução Industrial.

Dos escritos, destaca-se o Manifesto Comunista, lançado por Marx e Friedrich Engels em 1848: um chamado à organização e união da classe trabalhadora. “Proletários de todo o mundo, uni-vos”!

Os tempos foram difíceis também para Marx. Perseguido pela Monarquia Prussiana, Marx teve de fugir para Bruxelas, Colônia e por fim Londres. Em 1850 viveu na precariedade, precisando da ajuda de seu companheiro Engels para sobreviver e alimentar sua família. Em 1864, participou da fundação da Primeira Internacional. Em 1871, parte do que defendia Marx foi vivida na breve experiência da Comuna de Paris. Em 1867, lançou “O Capital” – clássico que trata da sociedade capitalista.

Morre Marx, mas vive o Marxismo

O crítico da economia morreu em 1883, em Londres, em decorrência de graves doenças pulmonares. Faleceu antes de terminar os dois volumes finais de sua obra magna, “O Capital”, que foram editados e publicados postumamente por seu amigo Engels. As ideias de Marx seguem vivas até os dias de hoje nas pessoas que lutam por um mundo justo, livre da exploração e das opressões. Para homenagear Marx e relembrar a luta da classe trabalhadora, compartilhamos uma produção da Confederação Latinoamericana e Caribenha das Trabalhadoras e Trabalhadores (CLATE), uma versão do hino por uma sociedade igualitária, “A Internacional”.

“Bem unido façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional”.