E se aprendermos a lição dos caminhoneiros?

A greve dos caminhoneiros é uma reação à política ultraliberal do governo Temer e de Pedro Parente na condução da Petrobras. A raiz desta crise é a política de preços dos combustíveis ditada pelo mercado. Desde outubro de 2016, Pedro Parente passou a administrar a Petrobras como se ela fosse uma empresa privada, garantindo aos seus acionistas internacionais os mais altos lucros.

Nesse momento, é fundamental que a militância de esquerda esteja nas mobilizações articuladas por este setor, contra a política insana de maximização dos lucros e superexploração dos trabalhadores, por uma revisão da política de preços da Petrobras e anulação dos aumentos dos combustíveis, do gás e das passagens.

Não podemos deixar também de aproveitar o momento para fazer uma reflexão sobre os nossos modelos energético e de produção. Ainda somos dependentes do petróleo. Apesar de todos os avisos dos cientistas e da natureza, seguimos firmes e fortes rumo ao colapso ambiental. Além disso, o Brasil é totalmente dependente do transporte de cargas por via rodoviária, degradando ainda mais o meio-ambiente. Os interesses da indústria automobilística e do petróleo inviabilizam a implantação de uma malha ferroviária decente no país.

A luta dos caminhoneiros merece todo apoio e solidariedade. São trabalhadores precarizados, uma profissão de risco que traz danos severos à saúde. Também merece nossa atenção a paralisação de trabalhadores da Petrobras iniciada nesta quarta-feira (30). Durante a manifestação na Petrobrás, Renato Cinco declarou solidariedade à greve dos caminhoneiros e ao início da paralisação dos petroleiros. “Esse é um momento de as pessoas entenderem que a saída individualista não é uma saída”, disse Cinco ao chamar a população para se somar às mobilizações. Confira!