A guerra às drogas alimenta a violência no Brasil

O Atlas da Violência, divulgado no início desta semana, revelou dados graves da tragédia social brasileira. Pela primeira vez superamos o índice de 30 assassinatos para cada 100 mil habitantes, com 62.517 homicídios ocorridos no ano de 2016. Das 50 cidades mais violentas do mundo, 17 são brasileiras.

As explicações para o aumento da violência são diversas. Mas uma se destaca, por ser responsável por parte significativo dos confrontos com armas de fogo entre criminosos e a polícia. A guerra às drogas, apesar do fracasso global, infelizmente segue na lista de prioridades dos órgãos de segurança pública.

Ao comentar os resultados do Atlas da Violência, em discurso no plenário da Câmara Municipal, o vereador Renato Cinco explicou como a guerra às drogas é utilizada como pretexto para garantir a opressão do povo mais pobre.

“Quem sofre com a consequência da guerra às drogas são os moradores das favelas e das periferias. O objetivo da guerra às drogas é dar um discurso ideológico para justificar o massacre permanente da juventude pobre, especialmente da juventude negra no Brasil”, declarou.

Veja a íntegra do discurso:

Neste contexto, Cinco destacou a primeira Marcha das Favelas Pela Legalização, que será realizada no próximo sábado (09), às 14h20, no Campo Society da comunidade de Manguinhos.

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