Visita do mandato à Escola Municipal Senador Corrêa

Na manhã desta quinta-feira (14), o vereador Renato Cinco esteve na Escola Municipal Senador Corrêa – localizada próxima à Praça São Salvador – para realizar uma diligência. Tal ação faz parte das prerrogativas de mandatos parlamentares, na sua função de fiscalização e cobrança do Poder Executivo e da prestação de serviços públicos.

A E.M. Senador Corrêa pertence à 2ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e, assim como as demais escolas da rede municipal, apresenta diversos problemas: que vão desde questões estruturais até pedagógicas. Problemas estes que chegaram a ter destaque em matéria veiculada pelo RJTV, também na manhã desta quinta. Veja aqui

Além dos aspectos mais gerais, que atingem todo o funcionalismo municipal – como a falta de reajuste salarial e dos benefícios e a inexistência de um Plano de Cargos e Salários para diversas categorias -, representantes da comunidade escolar apontaram especificidades da unidade que merecem atenção.

Para facilitar, dividimos as questões em 3 grandes grupos: pedagógico, infraestrutura e administrativa.

Questões Pedagógicas

– Falta de professores.
– Além da falta, há também uma rotatividade de professores – em apenas quatro meses letivos, o 1º ano (alfabetização) da tarde e o 3º ano da manhã tiveram mais de três professores.
– Falta também de estagiários e mediadores para os alunos portadores de necessidades especiais.
– A escola está sem coordenador/a pedagógico/a.
– Sala de leitura fechada, pois a professora responsável está em sala de aula – por conta da falta de professores -, o que tem inviabilizado trabalhos pedagógicos de leitura.
– Falta de xerox e de materiais pedagógicos – o kit de alfabetização, por exemplo, não foi entregue.
– Turmas foram fechadas e os alunos realocados entre outras turmas. Houve necessidade, inclusive, de mudança de turno – o que não era possível para alguns responsáveis.
Segundo os relatos, a orientação da CRE foi de que os pais e mães, diante da impossibilidade de se adaptarem à mudança de turno, procurassem outra escola, já que a rede municipal é grande e dispõe de muitas unidades.

Sobre esse tema, é importante destacar que há uma iniciativa do nosso mandato que visa proibir o fechamento de turmas sem que haja consulta prévia à comunidade escolas. O Projeto de Lei (PL) 435/17, “que regulamenta o fechamento ou transferência de turmas do ensino público fundamental no âmbito do município” , já foi aprovado em primeira discussão.

Questões de infraestrutura

– Geral: o prédio é muito antigo e necessita de diversas adequações. Por outro lado, é tombado, o que demanda atenção e cuidado para como essas adequações serão realizadas.
– A cozinha funciona no subsolo da escola e a caixa de gordura fica dentro da área da cozinha – foi relatado que houve um vazamento, que inundou a cozinha e o refeitório com esgoto!
– Falta de estrutura de acessibilidade para alunos cadeirantes ou com mobilidade reduzida – relatos de que os alunos cadeirantes precisam entrar pela porta dos fundos (único local da escola que possui rampa), enquanto todo o restante da turma entra pela porta da frente.
– Apenas um computador para atender toda a escola e, mesmo que os professores levem computadores próprios, não há internet disponível em toda a área da escola – o que inviabiliza uso de data show nas salas e recursos digitais gerais disponibilizados no portal Rio Educa.
– A escola ainda não foi climatizada.
– Não existe quadra de esportes.
– Falta de telas de proteção das janelas.

Questões administrativas

– Pelos relatos feitos, desconfiamos de que haja episódios recorrentes de assédio moral da administração em relação à diretora eleita, com diversas convocações em cima da hora e feitas através de meios não formais – que têm como consequência a sua ausência constante na escola, atrapalhando o bom andamento do seu trabalho.
– Além disso, visitas e vistorias de representantes da administração com finalidades não explicadas ou esclarecidas – como, por exemplo, uma funcionária do setor responsável por estrutura, que preencheu um relatório de visitas alegando fins pedagógicos. Em uma delas, proibiram que houvesse cadeiras na cozinha para as merendeiras – sob alegação de que estas funcionárias não precisam sentar!
– Tem ficado cada vez mais a impressão para nós de que quem não trabalha pela lógica de esconder os problemas da rede, acaba sendo perseguido!