CPI do Assédio Moral na Educação

A CPI que visa apurar casos de assédio moral no âmbito da Secretaria Municipal de Educação ouvirá na próxima quarta-feira (24) a diretora da Escola Senador Correia, em Laranjeiras, Sônia Gaspar.

A funcionária pública chegou a ser exonerada pelo então secretário Cesar Benjamin, mas o pedido nunca foi oficializado, porque o Secretário da Casa Civil Paulo Messina tornou sem efeito a ação que seria publicada no Diário Oficial. Messina suspendeu o pedido e Sônia Gaspar continuou à frente da escola, porém ainda responde a inquérito administrativo.

A diretora foi eleita após processo democrático na unidade, mas a ira do então secretário de educação parece ter sido motivada pelas cobranças que Sônia fazia à Secretaria. A funcionária pública sempre denunciou a falta de manutenção predial e de profissionais de educação e o sucateamento da escola. Para ela, sua exoneração ocorreu justamente por cobrar à Secretaria e à CRE a resolução dos problemas.

Este é o segundo caso de assédio moral, objeto do pedido da CPI. Há algumas semanas, os membros da Comissão ouviram a professora Flávia Rodrigues, que foi afastada do colégio que lecionava e investigada em dois inquéritos administrativos por questionar a gestão de Marcelo Crivella na educação. Um dos processos já foi julgado e Flávia foi condenada a cinco dias de afastamento das salas de aula; o outro ainda está na fase de defesa.

Com o fim do primeiro turno das eleições, a CPI do Assédio Moral deve ganhar novo ritmo e ter sessões semanais. A reunião do dia 24 acontecerá a partir das 13h, na Sala das Comissões e o encontro é aberto ao público.

Vale lembrar que para acessar a Câmara é preciso documento de identidade e não pode entrar de short ou bermudas.