“Voto 13 porque quero ter o direito de fazer oposição ao Governo Federal.”

No primeiro discurso após o primeiro turno das eleições, o vereador Renato Cinco (PSOL) agradeceu os quase doze mil votos e recebidos e comemorou o crescimento da bancada do PSOL no Congresso Nacional. Renato Cinco saudou especialmente a eleição das companheiras Talíria Petrone, Mônica Francisco, Renata Souza e Dani Monteiro para o parlamento. “Quatro mulheres, negras, eleitas para o parlamento federal e para o parlamento estadual, mantendo viva a luta e a memória de Marielle”, disse o vereador.

Cinco também demonstrou extrema a preocupação com o segundo turno das eleições presidenciais do Brasil. Assista o discurso na íntegra no link abaixo.

“As pesquisas indicam que elegeremos um fascista para a presidência da República. Um homem que diversas vezes declarou apoio à Ditadura Militar; um homem que o tempo inteiro faz questão de manifestar admiração por um dos maiores torturadores do Brasil”, criticou.

O candidato e seus apoiadores falam em varrer à bala, em fuzilar os adversários. O líder nas pesquisas disse que iria acabar com todo o ativismo social no país. “Não são bravatas. O pensamento de Bolsonaro tem o DNA da Extrema direita. Precisamos ter sabedoria para extrair lições da história”, lembrou Cinco.

O vereador lembrou também que a extrema direita tem origem na resistência da nobreza e da aristocracia às revoluções burguesas dos séculos XVII e XVIII. E no DNA político sempre esteve inscrito à negação do princípio de igualdade entre as cidadãs e os cidadãos.

“Sempre resistiram à declaração do homem da Revolução Francesa e depois à declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, na sua essência mais fundamental que é de que todos nascem iguais e livres. A extrema direita reivindica que não somos todos iguais. Para eles existem os “superiores” e aqueles que precisam ser “varridos, banidos e exterminados”. No início eram os plebeus, os ciganos e os judeus, agora são gays, lésbicas, comunistas, anarquistas… Grupos vítimas daqueles que se acham superiores, os autointitulados ‘homens de bem’”.

O vereador explicou que a partir do século XIX a burguesia aprendeu a usar a extrema direita como instrumento para a repressão política.

“Foi assim quando Luiz Bonaparte usou capangas e com o apoio da Burguesia virou Napoleão Terceiro. E assim aconteceu com Mussolini, com Hitler e com vários outros na história.”

Hoje, no Brasil, setores importantes do grande capital aderiram à candidatura de Jair Bolsonaro porque enxergam nele a disposição de se comportar como um capitão do mato e impor com violência as reformas contra os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores.

Ao final do discurso, o vereador declarou voto no Fernando Haddad, candidato do PT, com quem tem muitas discordâncias, mas que não ameaça a vida dele e nem de ninguém seja nos discursos ou nas atitudes.

“Pela democracia eu quero aqui declarar meu voto no Haddad 13 porque eu quero ter o direito de fazer oposição ao Governo Federal.” Renato Cinco.