Maconheiros votando no Bolsonaro?

Na onda de votos que quase levou Jair Bolsonaro a ganhar a eleição no primeiro turno, chama atenção o grande número usuários de drogas votando neste candidato. Não é uma escolha contraditória apenas pelo fato de Bolsonaro ser contra a legalização, mas pelo discurso ameaçador que este candidato dissemina e as reações de ódio que podem ocorrer se ele ocupar a Presidência da República.

Bolsonaro já deixou claro a intenção de combater o ativismo político, principalmente aqueles de pautas ligadas à esquerda. Neste contexto, a Marcha da Maconha pode virar um alvo fácil de grupos de intolerantes que acreditam ter o respaldo do chefe da nação para agir com violência contra pessoas que estão na luta em defesa de pautas libertárias.

Nos grupos de maconheiros do Facebook é fácil encontrar quem vota no Bolsonaro. Além ódio ao PT, existe um discurso abstrato de “querer o melhor para o país” e que “a maconha é menos importante neste momento”.

Infelizmente, os usuários de drogas ilícitas que fazem essa leitura e optam pelo voto em Bolsonaro não estão pensando nos perigos desta escolha. Não é apenas o risco de endurecimento de lei ou da repressão policial. A eleição deste candidato pode representar um sinal verde para ação de grupos fascistas dispostos a limpar o que julgam ser um comportamento que desrespeita a moral conservadora. Desta forma, o maconheiro é um alvo fácil.

A escolha do próximo presidente do Brasil também deve considerar a preservação da integridade e da vida do próximo. #EleNão