Mulheres ocupam a Cinelândia pelo fim da violência

Em 25 de novembro de 1960, as irmãs Mercedes, Minerva e Antonia María Teresa foram assinadas pela ditadura militar de Trujillo, na República Dominicana. Em memória das Irmãs Mirabal, o dia 25 de novembro tornou-se Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, uma resolução do 1º Encontro Feminista Latinoamericano e do Caribe, realizado em 1981, em Bogotá.

A luta das mulheres contra a violência continua a ser uma importante bandeira do movimento feminista, sobretudo porque diariamente mulheres perdem as suas vidas, vítimas da violência machista.

No Rio, as mulheres vão às ruas contra toda forma de violência nesta sexta (23), às 17 horas, na Cinelândia. Evento no facebook.

Combater o machismo nas escolas

Falar sobre o feminicídio, suas causas e como evitá-lo é fundamental para promover uma educação que respeite as mulheres e diminua os crimes de gênero.

Sem debater gênero nas escolas e sem questionar o machismo no cotidiano, eliminar a violência da vida de meninas e mulheres se torna ainda mais difícil. Abordar o respeito, a igualdade de gênero, os direitos das mulheres e esclarecer dúvidas são medidas que começam ainda na escola.

A educação de gênero trabalha o papel dos indivíduos na sociedade, expõe o que é crime (como mostrar que ciúme excessivo, posse e agressão psicológica não é amor) e mostra aos estudantes como procurar ajuda para casos de agressão.

Nós defendemos que a escola seja democrática, inclusiva, comprometida com a construção de uma sociedade sem machismo, sem racismo e sem lesbofobia, homofobia, bifobia e transfobia. Por isso, é de nossa autoria a Lei 5.858, aprovada em 2015 pela Câmara Municipal, que “institui a Campanha Permanente de Combate ao Machismo e Valorização das Mulheres nas escolas públicas do Município do Rio do Janeiro”. Ao propor a Lei e batalhar para aprová-la, partimos da premissa de que é melhor educar e prevenir do que punir posteriormente.

Conheça a íntegra da lei: http://bit.ly/2FKDcPu