Justiça para Marielle e Anderson Gomes

A quinta-feira (14) amanheceu com Marielle presente em diversos cantos do país e do mundo. Mulher negra, militante em defesa dos direitos humanos, feminista, ativista contra a lgbtfobia, vereadora aguerrida, Marielle foi executada porque ela e as suas ideias incomodaram os “donos do poder”.

Mandantes e executores de Marielle tiraram ainda a vida de Anderson Pedro Gomes. Ele também jamais será esquecido por nós e pelos seus.

Um ano se passou. Estão presos os acusados de puxar o gatilho e executar o crime, mas ainda é preciso saber: quem mandou matar Marielle?

Os covardes têm medo de mulheres como Marielle, que contrariam as normas, que dizem não, que denunciam quando a regra é calar. Cria da Maré, Marielle gostava de papo-reto e nunca foi de baixar a cabeça. Aprendemos com ela e com a nossa ancestralidade! Quem a matou, além de um crime brutal, cometeu um grave engano: é impossível silenciar alguém que fala na primeira pessoa do plural.

No plenário da Câmara, o vereador Renato Cinco lembrou que o objetivo dos mandantes deste crime fracassou: “a energia da Marielle é indestrutível, uma energia do amor, do amor às pessoas, do amor à vida, do amor à luta pela transformação da vida”.

Veja a íntegra do discurso:

Seguindo o que foi feito por outros vereadores, Cinco fez a leitura de um discurso feito por Marielle na tribuna da Casa (que foi batizada com seu nome), abordando o avanço da intolerância religiosa e crítico a proposta de redução da maioridade penal, “Dia de Cosme e Damião e a redução da maioridade penal”. No discurso de Marielle lido no plenário por Renato Cinco, uma defesa firme do direito à infância, do direito de a juventude, sobretudo aquela pobre e negra, à vida. Em memória de Marielle repetimos outra vez: não à redução da maioridade penal.

Conheça a trajetória de Marielle: