Cariocas na linha de tiro do Exército

O Rio de Janeiro vive dias de luto. No último domingo (7), uma unidade do Exército massacrou uma família que estava dentro de um carro com mais de 80 tiros. Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, morreu e duas pessoas ficaram feridas.

Dois dias antes, Christian Felipe Santana, de 19 anos, foi assassinado em circunstância semelhante. Christian, que estava na garupa de uma moto, foi atingido por um tiro de fuzil nas costas ao passar por uma blitz do Exército na Vila Militar, Zona Oeste do Rio.

Inicialmente o Exército apresentou as duas vítimas como criminosos e considerou correta as operações que acabaram com duas vidas. Posteriormente, devido a pressão popular, se comprometeu a instaurar um inquérito policial militar para apurar todas as circunstâncias. No caso da operação que resultou na morte de Evaldo dos Santos Rosa, 9 dos 10 militares que participaram da operação estão presos.

Ao comentar sobre as mortes de dois cariocas por agentes do exército, Renato Cinco lembrou que o lema da Marcha da Maconha deste ano foca justamente no extermínio de pobres praticado por agentes do Estado.

“O slogan da Marcha da Maconha ‘Contra o abate nas favelas, legaliza, com o Supremo, com tudo’, mais uma vez, traz para a sociedade brasileira que não existe uma guerra às drogas no nosso País, que a guerra às drogas tem servido como instrumento para criminalização da pobreza, para manter fora do Estado Democrático de Direito os territórios ocupados pelas pessoas mais pobres do nosso país”, declarou Cinco.

A Marcha da Maconha do Rio de Janeiro será realizada no dia 4 de maio. A concentração começa às 14h, no Jardim de Alah. A passeata pela orla de Ipanema em direção ao Arpoador terá início às 16h20.

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