Muzema e os tentáculos da especulação imobiliária

A tragédia na Muzema, que lamentavelmente resultou na morte de 16 pessoas (outras oito seguem desaparecidas) despertou o debate sobre os desafios da política habitacional do Rio de Janeiro.

A milícia que toma conta de parte da cidade também atua livremente no mercado imobiliário. As histórias de famílias pobres que foram seduzidas pelo baixo preço dos imóveis escancaram uma realidade que afeta o carioca há muito tempo: a submissão do Poder Público aos interesses da especulação imobiliária, seja ela formal ou informal.

Ao comentar sobre o assunto, em discurso no plenário da Câmara Municipal, Renato Cinco criticou as narrativas que buscam culpar a população pobre pela escolha de morar em áreas de elevado risco.

“O poder público só aponta risco nos locais de moradia dos pobres. Quando o perigo está no local da moradia dos ricos, como na Lagoa Rodrigo de Freitas, aí a atuação da prefeitura é para remover o risco e não o morador,” criticou Renato Cinco.

Veja íntegra do discurso;

Moradia: direito humano fundamental

Está próximo de ser votado na Câmara Municipal o projeto, apresentado pelo nosso mandato, que regulamenta o Plano Municipal de Habitação de interesse social. O mesmo deveria ter sido elaborado logo após o Plano Diretor do Rio de Janeiro, que foi aprovado em 2011.

“O Plano Municipal de Habitação de Interesse Social, se aprovado nesta Casa, será baseado nos princípios do direito universal à habitação digna, na gestão democrática e participativa da Cidade; na transparência dos temas de interesse público; na busca pela conservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas”, defendeu Cinco.

Link para o projeto: http://bit.ly/2XhHpS3