Autódromo sim, na Floresta não!

O vereador Renato Cinco saiu mais uma vez em defesa da Floresta do Camboatá, no bairro de Deodoro.

Na sessão plenária de terça-feira (30), após discurso de um parlamentar que insistiu na instalação de uma pista automobilística na região de Mata Atlântica, o vereador foi ao microfone e explicou porque é tão importante defender a floresta.

“Eu sou o autor do projeto que cria a APA da Floresta do Camboatá, que tem como objetivo preservar aquela área, para que o autódromo não seja construído ali. Nós queremos o novo autódromo para a cidade e nós temos alternativas. A própria Secretaria de Meio Ambiente tem, nos documentos internos, listadas cinco alternativas de áreas já degradadas da cidade, onde não é preciso destruir uma floresta para construir um autódromo”, respondeu Cinco.

O vereador lembrou que esteve na região e informou que boa parte da floresta está preservada e outra em regeneração. A Floresta do Camboatá é um oásis no meio de asfalto e concreto e uma das últimas áreas de Mata Atlântica em planície, que faz dela um importante elo entre os Maciços da Tijuca, Pedra Branca e Gericinó.

Como lembrado pelo parlamentar, a própria prefeitura listou alternativas para a instalação da pista sem precisar destruir uma Floresta. Uma delas é a área do antigo autódromo, em Jacarepaguá.

Na conclusão do documento, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente indica:

Alternativa locacional – Conforme exaustivamente constatado nos estudos anteriores, a área possui vegetação exuberante e a implantação do pretendido implicará perda substancial da diversidade local, tanto da vegetação quanto da fauna associada. O Município possui outras áreas, identificadas em função de sua topografia, cobertura vegetal e acessibilidade a partir de grandes vias de tráfego ou modais de transporte, capazes de receber o empreendimento pretendido”.

Na semana passada, os vereadores aprovaram em primeira discussão o Projeto de Lei 632/2017 do vereador Renato Cinco, que “cria a área de proteção ambiental da floresta do Camboatá, no bairro de Deodoro, no município do Rio”.

Antes de encaminhar o projeto para segunda votação, o vereador, como presidente da Comissão do Colapso Hídrico, fará uma audiência pública para debater a importância da Floresta para a cidade e buscar alternativas para o automobilismo.“

Podemos fazer um grande encontro aqui na Câmara e sair com uma solução. Até porque eu quero chamar a atenção de todas e todos que querem o autódromo no Rio de Janeiro, que insistir nesse caminho pode levar à judicialização e levar anos para ser resolvido. Porque fere a lei da Mata Atlântica, é crime ambiental. Podemos sair daqui como uma alternativa, que garanta a construção do autódromo e preserve a Floresta do Camboatá”.

A Audiência Pública, que será no próximo dia 10, a partir das 14h, também é uma exigência do Sistema Nacional de Unidade de Conservação, para a criação de novas unidades de conservação.