Bolsonaro, Witzel e Crivella unidos contra a Floresta do Camboatá

Nesta quarta-feira (8), o jornal O Dia publicou reportagem sobre o termo de compromisso assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, o governador do Rio, Wilson Witzel e o prefeito Marcelo Crivella para a vinda da Fórmula 1 e da Moto GP ao Rio. Segundo o texto, o autódromo seria instalado em Deodoro, mais precisamente na Floresta do Camboatá.

O compromisso das três esferas governamentais em destruir uma floresta para a instalação de uma pista automobilística levou o vereador Renato Cinco (PSOL) mais uma vez a defender aquela região.

“Como alguém pode defender a destruição de uma floresta para construir um autódromo? Ainda mais numa cidade com os problemas ambientais do Rio e ainda mais quando nós temos alternativas”, rebateu Cinco.

A própria prefeitura já indicou outros cinco lugares da cidade onde o autódromo pode ser instalado, inclusive em Jacarepaguá, na área da antiga pista, sem precisar destruir o Parque Olímpico lá erguido.
O vereador, presidente da Comissão de Meio Ambiente e da Comissão Especial do Colapso Hídrico, fará uma Audiência Pública para discutir o tema. O encontro está marcado para esta sexta-feira (10), a partir das 14 horas, no plenário da Câmara.

Ambientalistas, representantes do automobilismo e do exército já confirmaram presença. A realização de uma audiência pública é uma das exigências do Sistema Nacional de Unidade de Conservação, para a criação de novas unidades de conservação. E o mandato já conseguiu aprovar em primeira votação a criação da Área de Proteção Ambiental (APA), daquela Floresta.

“A Floresta absorve 70% das águas da chuva e o que vai acontecer se a floresta for derrubada? Certamente os problemas de enchentes daquela região serão agravados. Nosso movimento não é contra a vinda do autódromo, é contra a destruição da floresta”.

Renato Cinco lembrou que a insistência em instalar uma pista automobilística naquela região pode atrasar em anos o processo, porque ele será judicializado já que a destruição daquela área é crime ambiental e fere a lei de proteção à Mata Atlântica.

O vereador fez uma apelo ao presidente, ao governo, ao prefeito e aos líderes do automobilismo para que juntos busquem uma alternativa que garanta a construção de um autódromo que não destruía a floresta.

Autódromo sim, na Floresta do Camboatá não!