A Educação foi para a praça

Milhares de pessoas aderiram à greve geral da educação e foram às ruas nesta quarta-feira (15). As aulas aconteceram nas praças públicas e os estudantes eram de todas as idades. Foram mais de 150 atos em todo país, pelo menos 200 cidades, 26 estados e o Distrito Federal aderiram à paralisação.

No Rio e em Porta Alegre a polícia atacou quem estava nas ruas pacificamente com bombas. E dos Estados Unidos, o presidente da República Jair Bolsonaro chamou os manifestantes de “idiotas úteis”.

A greve foi uma resposta aos cortes na educação anunciados pelo Ministro da Educação e o presidente Bolsonaro. O corte foi nos “valores de custeio”, que são os valores do dia a dia, que possibilitam o funcionamento das unidades de ensino. Em alguns casos, como o da UFRJ, o bloqueio dos recursos foi superior a 40%.

A redução inviabiliza o funcionamento de instituições importantes, desde a básica, a superior. Reitores já alertaram que não vão conseguir honrar pagamentos dos serviços terceirizados, como limpeza e segurança.

No dia anterior às manifestações, o líder do partido de Bolsonaro e deputados aliados ao governo chegaram a anunciar que o presidente havia desistido dos cortes, mas o palácio do planalto desmentiu e os cortes na educação foram mantidos. A mentira pode ter sido uma manobra para esvaziar as ruas, mas não teve efeito e ainda desestabilizou um governo que ainda não conseguiu se entender nem mesmo entre os seus quadros.

As imagens em diferentes capitais mostraram o tsunami humano em defesa da educação pública e a falta de educação do presidente foi respondida com bom humor e uniu à luta até os que votaram nele.

O segundo grande ato pela educação já está marcado para o próximo dia 23. A manifestação está convocada para às 17h, em frente à Igreja da Candelária. https://www.facebook.com/events/2362644143954891/