Mobilizações em defesa da educação pública continuam

Na última semana, o governo de Jair Bolsonaro enfrentou a primeira grande onda de manifestações. O tsunami da educação movimentou 26 estados e o Distrito Federal e mais de 200 cidades, pouco mais de quatro meses após o início do atual governo.

No Rio de Janeiro, foram mais 250 mil pessoas no ato a favor da educação e contra os cortes anunciados pelo governo federal na pasta. Do plenário da Câmara, o vereador Renato Cinco ressaltou o sucesso das manifestações.

“Há uma energia de mobilização que ganhou ainda mais força a partir do dia 15 de maio, o que indica que ninguém vai conseguir parar as mobilizações em favor da educação”, frisou Cinco.

Salas de aula improvisadas nas praças da cidade deram início ao dia de greve, que teve seu ápice na caminhada da candelária à central. Os atos aconteceram mesmo debaixo de chuva. Os cortes anunciados nas verbas de custeio da educação unificaram diversos setores da sociedade, apontando que a educação é uma temática que agrega os brasileiros. Universidades e escolas privadas também aderiram às paralisações.

Em resposta, aliados de Bolsonaro anunciaram uma manifestação em defesa do governo e em apoio aos cortes na educação. O próprio presidente chegou a anunciar que iria a um dos atos, mas, dias depois, desistiu.

O presidente Jair Bolsonaro classificou os manifestantes de ‘idiotas úteis e imbecis”. E no dia anterior às manifestações, o líder do partido de Bolsonaro e deputados aliados ao governo chegaram a anunciar que o presidente havia desistido dos cortes, mas o palácio do planalto desmentiu e os cortes na educação foram mantidos.

A mentira pode ter sido uma manobra para esvaziar as ruas, mas não teve efeito e desestabilizou ainda mais um governo que não conseguiu se entender nem mesmo entre os seus quadros. Durante discurso, o vereador Renato Cinco ressaltou a fraqueza do governo Bolsonaro.

Um novo ato em defesa da educação pública já está convocado para o próximo dia 30 de maio. E uma greve geral programada para o dia 14 de junho.

A luta por uma educação pública de qualidade é elemento sensível e caro a toda sociedade brasileira, o governo não conseguirá estabelecer sua política privatista sem resistência.