Rio-Águas na CPI das Enchentes: a prioridade é política e não técnica

A 7ª sessão da CPI das Enchentes recebeu nesta quinta-feira (23), o presidente da Rio-Águas e cerca de dez técnicos da instituição pública municipal. Recém empossado na empresa, o presidente Marcelo Jabre Rocha contou com a colaboração dos servidores técnicos Wanderson José Santos, Wilmar Lopes, Janaina Rodrigues entre outros.

Foram três horas de perguntas e respostas sobre a empresa criada em 1998 e a sua missão para a cidade do Rio de Janeiro e a população. A oitiva deixou claro que não existe um planejamento das prioridades na cidade e nem a hierarquização na aplicação dos recursos. Em última instância, quem decide o que será atendido é o prefeito.

A revelação deixa muitas preocupações e a certeza de que nem mesmo os órgãos que deveriam ser estritamente técnicos, escapam da sanha de maus políticos, que usam a máquina pública para agradar apadrinhados. Os institutos que deveriam cuidar, proteger e minimizar os estragos das chuvas na cidade estão sucateados, sem verba e com um quadro grande de funcionários prestes a se aposentar.

“O que ficou claro aqui é que existe a necessidade do fortalecimento institucional da Rio- Águas, um fortalecimento que garanta que a Rio-Águas cumpra as suas funções. Outro ponto é que estamos na disputa pela ampliação dos recursos, porque as demandas estão sendo ampliadas. Precisamos discutir a criação de um fundo, uma verba carimbada,” resumiu Tarcísio Motta (presidente da CPI).

A sessão começou morna, mas o vereador Renato Cinco logo no início do encontro lembrou aos presentes sobre o comprometimento que os servidores públicos têm com o Estado e a população e a oportunidade de estarem ali para demandarem as reais necessidades do órgão.

A publicidade e a efetivação do Plano Diretor de Manejo de Águas Pluviais também foram cobradas. Lamentou-se, contudo, que o Plano não traga uma hierarquização das ações, o que é fundamental.

Durante a sessão também houve questionamento sobre as Estações de Medição da Rio-Águas, que está inoperante desde 2017 e não há previsão para normalização desse sistema.

Os vereadores presentes na Comissão também aprovaram o encaminhamento de questionário ao prefeito Marcelo Crivella para que responda os motivos de voltar a subordinar o Centro de Operações Rio (COR) à Secretaria Municipal de Ordem Pública. E também sobre a paralisação das obras do Museu do Pontal.

As próximas sessões estão marcadas para os dias:
30 de maio – Defesa Civil
06 de junho – Comlurb
13 de junho – Centro de Operações Rio