Greve Global Pelo Clima

Nesta sexta (24), acontece a Greve Global Pelo Clima, um movimento protagonizado por crianças em vários países do mundo para chamar a atenção dos adultos sobre a ameaça ao futuro delas. No Rio, o ato tem início às 10 horas na escadaria da Alerj, na Praça XV.

As mudanças climáticas não devem ser encaradas como um problema distante. As consequências de um modo de vida despreocupado com a preservação da natureza já impactam a vida de milhões, principalmente de pessoas pobres.

“Aqui no Rio de Janeiro, nós vimos chuvas torrenciais catastróficas acontecendo numa proporção que não acontecia no passado. Vimos furações devastando Moçambique, atingindo a Índia, grandes incêndios no último verão europeu e nos Estados Unidos e pouco se faz efetivamente para minimizar os efeitos do colapso ambiental que atinge o planeta”, lembrou Cinco ao convidar o povo carioca para aderir à greve.

Veja a íntegra do discurso:

Outros indícios também preocupam. O Círculo Polar Ártico registrou esta semana 25ºC positivos. O calor atípico deste ano no polo norte, que pode ser irreversível, já é consequência do desequilíbrio ambiental.

Cidades ao noroeste da Rússia e na Finlândia, entrada do Círculo Polar Ártico, registraram a máxima recorde de 25 Graus Celsius positivos. Em Arkthangelsk (na entrada do oceano Ártico) chegou-se ao alarmante 29º C. A temperatura anormalmente alta para a primavera do Ártico já teve vários efeitos, dentre eles o degelo prematuro no Alasca. É provável que este fenômeno já seja efeito das mudanças climáticas causadas pelo homem e pode ser que tenhamos iniciado um ciclo irreversível.

No dia 11 de maio deste ano, o Observatório Mauna Loa (no Havaí) registrou o maior índice de dióxido de carbono no planeta nos últimos 800 mil anos: 415 partes por milhão. O número é 50% acima daqueles registrados antes da revolução industrial. O dióxido de carbono é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa, pois não deixa o calor solar sair da Terra. Na verdade, ele cria um efeito bumerangue ao somar o calor incidido pelo sol com aquele refletido pelo gás.

Para o vereador Renato Cinco “uma das grandes preocupações com a alta temperatura do Círculo Ártico é que ela pode derreter o gás metano presente na atmosfera em eras passadas e que foi congelado pelas sucessivas glaciações. Se isso acontecer, podemos ter em um ano, o acréscimo de gás que fizemos em toda a revolução industrial. Isso teria consequências práticas catastróficas”, frisou.

Vênus, o planeta mais próximo da Terra – que no passado teve temperatura média entre 11ºC a 15ºC, com grande quantidade de água -, passou por mudanças atmosféricas há 715 milhões de anos que causaram um efeito estufa e elevaram a temperatura do planeta a mais de 460ºC. Para se ter ideia, a temperatura do açúcar queimado é de menos da metade (190ºC) e causa as mais graves queimaduras da carne humana. As mudanças em Vênus foram causadas por mudanças acarretadas pelo sol que liberaram os gases de efeito estufa na atmosfera do planeta. Na Terra, entretanto, essas mudanças estão sendo causadas pelas indústrias, pela produção de energia elétrica, pela queima de combustíveis fósseis e pela produção de lixo.

Problemas no Rio

Enquanto o mundo luta para minimizar os impactos das mudanças provocadas no clima, a prefeitura de Crivella tenta destruir a Floresta do Camboatá – dos últimos remanescentes de Mata Atlântica – para construir um autódromo para a prática de um esporte que consome combustíveis fósseis e aumenta o dióxido de carbono da atmosfera.

O Mandato Ecossocialista e Libertário de Renato Cinco soma esforços à população da cidade em defesa da Área de Proteção Ambiental do Camboatá. O povo do Rio de Janeiro exige que o autódromo seja construído em outro lugar e que os recursos provenientes dele sejam usados para ampliar as florestas da cidade. Somente o ecossocialismo viabiliza o planeta. Ou superamos o capitalismo, ou o capitalismo extinguirá a vida na Terra.

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