RJ: um estado assassino

A violência é problema cotidiano enfrentado pela população do Estado do Rio de Janeiro. Números do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) divulgados recentemente indicam que as mortes violentas – homicídios dolosos, lesão corporal seguida de morte, latrocínio, por exemplo -, diminuíram no mês de março. No entanto, os índices de morte por intervenção de agentes do Estado, mostram que houve um aumento de 18% entre março de 2018 e março de 2019: 109 em 2018 e 129 em 2019.

O governo de Wilson Witzel (PSC), eleito com a promessa de “abater” criminosos, acumula em pouco mais de cinco meses de gestão, as duas operações policiais mais letais do Rio de Janeiro desde 2013. Dados do ISP apontam que entre os meses de janeiro e março deste ano, as polícias militar e civil já mataram 434 pessoas. Isso significa uma média de quase cinco (4,82) mortos por dia, o maior número para o trimestre desde que a estatística começou a ser feita, em 1998.

Dados do ISP apontam que entre os meses de janeiro e março deste ano, as polícias militar e civil já mataram 434 pessoas. Isso significa uma média de quase cinco (4,82) mortos por dia, o maior número para o trimestre desde que a estatística começou a ser feita, em 1998.

Na segunda-feira (17), uma operação em Caxias vitimou três pessoas e atingiu duas crianças que estavam a caminho da escola. Um garoto foi baleado na mão e uma menina de 9 anos foi atingida no tórax e está internada em estado grave.

Até quando moradores de favela serão tratados de maneira tão violenta e desumana pelo Estado que deveria garantir condições dignas de vida ao seu povo? Witzel confunde a sua função administrativa e enquanto falta política pública de segurança, sobra abuso de poder e morte nas periferias. A favela pede paz: basta de guerra aos pobres!