50 anos da Batalha de Stonewall, o levante LGBT

Nova York, GreenWich Village, 28 de junho de 1969. A data marca a resistência da comunidade LGBT contra a intolerância e a repressão policial. Sob alegação da falta de licença para a venda de bebidas, o Bar Stonewall-Inn (frequentado por gays, lésbicas, bissexuais, trans) foi palco de mais uma batida policial. Travestis que estavam no bar acabaram presas. A perseguição gerou revolta e após dois dias de confrontos intensos, a comunidade LGBT saiu vitoriosa – contrariando a ordem que tipificava a homossexualidade e a transgeneridade como crime contra a moral pública.

Hoje, 50 anos depois, pessoas homo e bissexuais não são mais enquadradas como desviadas e suas orientações sexuais não fazem mais parte do Código Internacional de Doenças. Mas ainda estamos atrasados, somente este ano a Organização Mundial de Saúde (OMS) deixou de enquadrar a transexualidade como um transtorno mental. E a violência assusta: o Brasil continua a liderar o ranking mundial de morte de pessoas LGBTs, foram 420 homicídios e suicídios registrados somente no ano de 2018 por conta da LGBTfobia.
A Batalha de Stonewall, transformada em Dia Internacional do Orgulho LGBT, está viva em todas e todos nós que ainda lutamos por uma sociedade livre de opressões.

Nesta sexta, o PSOL realizará a sua tradicional prestação de contas nas ruas do Rio lembrando a luta LGBT. A partir das 12h30, na Praça Mário Lago (antigo Buraco do Lume).

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