Ato contra reforma da Previdência acontece nesta sexta

Aprovado por 379 votos em primeiro turno na Câmara dos Deputados nesta quarta (10), o texto base da proposta de reforma da Previdência seguirá para discussão sobre seus 20 destaques. Depois, o texto volta a ser analisado em segundo turno na Câmara. Se aprovado, segue para o Senado.

Quem defende a reforma da Previdência diz que, sem ela, o Brasil quebra. Mas será que é verdade? Ao contrário do que diz o governo, a proposta não vai acabar com os privilégios. A “economia” de R$ 1 trilhão que Bolsonaro e Paulo Guedes esperam fazer sairá de cortes dos benefícios e aposentadoria de quem ganha até dois salários mínimos.

Se a reforma passar, a classe trabalhadora vai trabalhar ainda mais, contribuir por mais tempo para o INSS e ao final, receber uma aposentadoria menor. Um absurdo que não podemos deixar passar!

Para ter direito à aposentadoria integral serão necessários 40 anos de contribuição. Mulheres e trabalhadores rurais são os segmentos que sofrerão mais caso a reforma seja aprovada. Entre os ataques, estão o aumento do tempo de contribuição e da idade mínima: trabalhadores rurais terão de comprovar 20 anos contribuição; A idade mínima para as mulheres passaria a ser 62 anos. No caso das professoras, teriam que trabalhar até os 60 anos e comprovar 30 anos de contribuição.

O aumento da contribuição previdenciária é para assalariados e funcionários públicos. Os militares ficam de fora da proposta e suas filhas continuarão a receber pensão cinco vezes maior do que a do INSS. Enquanto viúvas, viúvos e órfãos perderão 40% da pensão por morte. O governo também propõe diminuir o valor que hoje é pago aos idosos muito pobres. O valor de um salário mínimo (que já é pouco) cairia para 400 reais.

A realidade é que o Brasil tem hoje mais de 12 milhões de desempregados e 37 milhões de trabalhadores no mercado informal. E o governo federal quer aprovar uma reforma que visa desmontar a Previdência Pública para que você, em um futuro próximo, recorra aos bancos privados para pagar por uma aposentadoria mais digna. Mais grave ainda é que a reforma tende a excluir milhões de trabalhadoras e trabalhadores da possibilidade de ter uma proteção no futuro porque estabelece tempos de contribuição impossíveis de serem cumpridos.

O que eles não dizem é que nos países onde esse modelo foi adotado, as pessoas acabam se aposentando com menos de um salário mínimo.

O objetivo é acabar com a aposentadoria da população. Diga não! Participe do ato contra a reforma da Previdência, nesta sexta (12), às 16 horas, na Praça XV: https://www.facebook.com/events/2356086661377358/