Dança das cadeiras na presidência da Geo-Rio

A nomeação do engenheiro Ernesto Ferreira Mejido para a presidência da Geo-Rio, um dos réus pela queda da Ciclovia Tim Maia, tem chamado a atenção da imprensa carioca.

O jornalista Cezar Faccioli, da Rádio Nacional, entrevistou o vereador Renato Cinco (PSOL) sobre a troca de cargos na Geo-Rio, órgão responsável por monitorar as encostas da cidade.

Renato Cinco (PSOL) lembrou que o engenheiro ainda é investigado e que é necessário esperar até que o inquérito seja concluído.

Além da nomeação, o vereador falou da importância da Fundação Instituto de Geotécnica do Rio para a cidade e dos erros que o órgão vem cometendo nos últimos anos.

Sobre o próprio episódio envolvendo a queda da ciclovia Tim Maia, o vereador disse que a CPI demonstrou que a onda que derrubou a pista não foi atípica e a força do mar naquele trecho é historicamente reconhecida pela comunidade de engenharia do Rio.

“Tanto é que a tubulação da Cedae é aérea na Avenida Niemeyer, mas naquele trecho, o duto passa aterrado para evitar que se rompa com a força das ondas. Como a Geo-Rio, responsável pela obra da ciclovia não tinha conhecimento disso?”, questionou Cinco.

Renato Cinco, que também é relator da CPI das Enchentes, lembrou que durante o depoimento do ex-presidente e do corpo técnico da Geo-Rio, os engenheiros perderam a oportunidade de revelar o déficit de funcionários do órgão e de demandar o quadro ideal para atender toda a cidade do Rio.

“Foi um motivo até de aborrecimento da minha parte. Os depoimentos daqueles servidores demonstraram que não existe planejamento institucional. Eles perderam a oportunidade de demandar orçamento ideal”, frisou.

Para o vereador, a Geo-Rio não protege devidamente a população do Rio de Janeiro. A academia e a ciência do mundo alertam para o agravamento dos problemas relacionados ao clima, mas a Geo-Rio parece administrar a escassez de recursos e não é capaz de cumprir a missão para a qual foi criada.