Cedae falta sessão da CPI das Enchentes outra vez

Cedae falta mais uma vez sessão da CPI da Enchentes e envia de última hora servidora do operativo da empresa que não tinha informação alguma para acrescentar aos trabalhos de investigação da Comissão, um verdadeiro deboche.

O órgão havia sido convidado inicialmente para depor na CPI das Enchentes no mês de junho, mas faltou à sessão alegando motivos de agenda. A oitiva então foi remarcada, de comum acordo para o primeiro dia de agosto. Nesta quinta (1), quando o presidente da CPI Tarcísio Motta estava prestes a encerrar a sessão, a assessora técnica de esgoto Glaucia Macedo se apresentou.

A partir daí a sessão foi de constrangimento. A servidora disse não saber o motivo de estar ali e chegou a falar que estava numa sessão de fisioterapia quando foi convocada às pressas. Diante disto, o vereador Renato Cinco pediu a fala e reclamou da postura da Cedae.

“O comportamento da Cedae é de deboche a esta CPI e ao próprio Parlamento Municipal. O presidente da concessionária enviou uma servidora que sequer sabe o que está fazendo aqui”, criticou Cinco.

Cinco, que é o relator da CPI, sugeriu que seja aprovada a convocação coercitiva do presidente da Cedae, o senhor Hélio Cabral Moreira, caso a Cedae falte mais uma vez.

A proposta foi apoiada pelo presidente da CPI, que enviou mais um convite à concessionária, agora para o dia 8 de agosto.

Na sessão de hoje, os vereadores membros aprovaram também a vinda do Tribunal de Contas do Município para que explique as denúncias de obras fantasmas realizadas na gestão de Crivella.

Foi indicada ainda uma audiência pública, para apresentação do relatório final do Grupo de Trabalho (GT), que percorreu dezenas de favelas cariocas e diagnosticou problemas e necessidades dessas localidades. A audiência pública deve acontecer entre o final deste mês e o início do mês que vem. “As visitas foram encerradas e cada órgão produziu um relatório que está sendo sistematizado”, frisou Tarcísio.

Os membros da CPI também aprovaram o envio de questionário à Prefeitura sobre as denúncias de obras fantasmas na cidade feitas pela imprensa. Entre outras perguntas, o requerimento pede a íntegra dos projetos executivos e básicos, o cronograma das obras, planilhas, qualificações dos servidores responsáveis pelas obras e notas fiscais de todo o empreendimento.