Internação compulsória não é a solução

Em mais uma declaração lamentável, o governador Wilson Witzel afirmou que pretende realizar a internação compulsória de moradores em situação de rua que fazem uso de drogas. Cinco lamentou a postura do governador apontando para o fracasso deste tipo de ação.

Tal postura vai na contramão da Reforma Psiquiátrica, que prega o tratamento sem a retirada do indivíduo do convívio social. Uma opção é tratamento ambulatorial realizado na rede de Centros de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS-ad).

“Pelo tamanho da nossa cidade, seriam necessários 32 CAPS-ad no Rio, mas temos apenas 6. Ou seja: 1/4 do mínimo necessário para atender a nossa população. Nota zero para o governador Wilson Witzel, que ainda não entendeu nada sobre saúde mental”, declarou Cinco.

Cinco ainda lembrou que a ascensão de governos conservadores deu força a indústria da internação, com o direcionamento de recursos públicos para Comunidades Terapêuticas (CTs). Na maior parte dos casos as CTs são geridas por organizações ligadas à igrejas evangélicas.

Veja a íntegra do discurso: