Internação involuntária: os erros se repetem

A semana começou com a publicação de decreto do prefeito Crivella com regras para a internação involuntária de moradores em situação de rua que fazem uso de drogas.

A internação contra a vontade do indivíduo é uma das estratégias mais ineficazes para tratar o uso problemático de drogas. Além disso, a prefeitura deve encontrar dificuldades para adotar a internação forçada por conta da crise da rede de saúde, que carece de leitos e até da mais simples estrutura para atendimento ambulatorial.

Pelo tamanho da nossa cidade, seriam necessários 32 CAPS-ad no Rio, mas temos apenas 8. Ou seja: 1/4 do mínimo necessário para atender a nossa população.

“Isso é demagogia total. Se o prefeito estiver realmente preocupado em cuidar de quem está realizando uso abusivo de drogas deveria seguir as diretrizes da Reforma Psiquiátrica de 2001 e investir na ampliação da rede de Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS ad)”, criticou Renato Cinco. Veja a íntegra do discurso:

Renato Cinco acompanha a questão das internações involuntárias há muito tempo. A primeira iniciativa política na Câmara Municipal, em janeiro de 2013, foi o pedido de CPI da Internação Compulsória.

Nesta época, durante a gestão de Eduardo Paes, surgiram denúncias sobre as péssimas condições dos abrigos que recebiam os usuários de drogas recolhidos a força. Os espaços também não contavam com o corpo clínico necessário para realizar qualquer tipo de tratamento.

Infelizmente a CPI não obteve o número mínimo de assinaturas necessárias para ser criada, mas o nosso mandato sempre esteve atento às ações de política de drogas da prefeitura. Seguimos alerta.