Programa para o Rio

A coluna da jornalista Berenice Seara, do jornal Extra, divulgou nota no último domingo sobre uma possível pré-candidatura do vereador Renato Cinco (PSOL). Diante da notícia, Cinco foi à tribuna da Câmara e fez esclarecimentos.

O vereador do PSOL explicou o que foi, de fato, a atividade realizada nesta segunda-feira (2), no Espaço Político e Cultural do mandato, o Espaço Plínio. “O nome da atividade era ‘A Conjuntura e o Programa Socialista, Ecológico e Libertário para a Cidade do Rio de Janeiro’. E é verdade também que estamos iniciando o processo de construção de uma proposta para ser levada ao próximo Congresso do PSOL, sobre programa para a cidade do Rio. Agora não há nada decidido em relação a pré-candidaturas”, afirmou.

Cinco classificou como legítima a apresentação de diferentes pré-candidatos à disputa pela prefeitura do Rio pelo PSOL. E disse que “um partido político vivo é um partido político que tem debate interno”.

O vereador lembrou também que a existências de diversas pré-candidaturas não significa luta interna ou inimizade entre os postulantes. E reafirmou que por enquanto ele não é pré-candidato pelo PSOL.

“O que existe e o que foi combinado por algumas correntes do PSOL é um processo de construção de propostas para um programa que tem como princípio fundamental a defesa do bem-estar social do povo brasileiro”.

Ele lembrou que uma relação harmônica da sociedade com o meio ambiente é irrealizável sob o capitalismo. E que um programa eleitoral é uma estratégia tática para a Revolução Socialista.

“A nossa análise a partir da realidade concreta e histórica do nosso país e do mundo é de que não há espaço para o bem-estar social das populações das economias da periferia do sistema capitalista. Por isso a vida do brasileiro é tão dura, porque somos uma economia da periferia do sistema capitalista”.

O vereador comparou os índices de desenvolvimento humano (IDH) entre os países de primeiro mundo com o do Brasil. Na Noruega, país com o maior IDH do planeta, são investidos 32 mil dólares por ano com cada habitante. Aqui, esse valor cai para 2.800 dólares por ano para cada habitante.

E lembrou que da mesma maneira, é impossível, nos marcos do capitalismo, administrar a prefeitura do Rio garantindo o bem-estar social para a população.

“Não podemos ir para a disputa eleitoral defendendo nenhum tipo de ilusão. Dizendo apenas que basta inverter as prioridades do Estado para resolver os problemas da nossa população”.

O parlamentar lembrou que o capitalismo é um sistema esgotado porque o planeta não suporta mais a manutenção deste modelo. Reafirmou que a sociedade tem pouco tempo para dar uma resposta à crise ambiental que assola este planeta e que essa resposta significa a reinvenção da sociedade, com mudanças profundas no modo de viver e de consumir.

“Isso precisa estar representado no nosso programa em todas as esferas. O programa eleitoral precisa dialogar com a nossa estratégia e a nossa estratégia tem que ser a superação da sociedade capitalista, dessa civilização industrial capitalista”.

Renato Cinco disse que este foi apenas o primeiro de cinco encontros temáticos e que a ideia é promover uma plenária final. O grupo pretende ainda promover um Fórum na internet até a apresentação do Manifesto Programático.

“Todos os militantes e simpatizantes que concordarem e subscreverem os princípios programáticos, vão poder participar de todo o processo de debate. O processo se pretende democrático e transparente”, concluiu Cinco.