Contrapoder: Carteiros contra tenebrosas transações

Nesta semana o vereador Renato Cinco leu mais uma vez o editorial da Plataforma Política Contrapoder. Nesta edição, o assunto é a política privatista do atual governo, que promete liquidar num primeiro momento 17 Estatais, entre elas: Eletrobras, Serpro e Correios, ou seja, órgãos estratégicos para o país.

“Na tarefa do desmanche da Nação, a entrega da economia brasileira aos interesses privatistas ficou a cargo de Paulo Guedes. Ávido por atender às expectativas dos empresários, o lacaio do mercado aproveita que o cidadão comum está consumido na luta diária pela sobrevivência, para promover tenebrosas transações, elevar a rentabilidade do empresariado e diminuir seus riscos. Tudo às custas dos trabalhadores, do meio ambiente e das finanças públicas”.

O portal de comunicação da esquerda radical dá exemplos e cita a hipervalorização da empresa Vale do Rio Doce depois de ser vendida por um valor pífio. E lembra os desastres ambientais de grandes proporções após a privatização da mesma.

“Pode parecer bizarro que a privatização do patrimônio público não obedeça à busca do interesse público. (…) O exemplo da privatização da Companhia Vale do Rio Doce é eloquente. A empresa foi vendida em 1997, no governo FHC, pela bagatela de US$ 3,3 bilhões, muito abaixo da avaliação de mercado. Em três anos, seu lucro líquido cobriu o custo de compra. Entre 1998 e 2012, o lucro acumulado alcançou US$ 95 bilhões, ou seja, 28 vezes seu valor de compra. Em 2010, o valor da Vale do Rio Doce foi estimado em US$ 175,3 bilhões – uma valorização do capital dos investidores de 5.200% em apenas 15 anos! As catástrofes ambientais de Mariana e Brumadinho serão lembradas como metáforas de sua contrapartida para a sociedade brasileira”.

O texto analisa a prometida privatização dos correios. “A greve do Correios é o primeiro embate frontal entre trabalhadores organizados e governo Bolsonaro. Seu desfecho será decisivo para o futuro do Brasil. Os carteiros merecem o apoio incondicional de todos que lutam por uma vida digna. Que sua greve seja o ponto de partida de uma ampla mobilização contra o desgoverno do ex-capitão e que a força dos trabalhadores abra novos horizontes para o enfrentamento da crise civilizatória que envenena a vida nacional”.

Leia o editorial do Contrapoder na íntegra!