Parem de nos matar

A “guerra às drogas” fez mais uma família chorar. A insistência de Wilson Witzel em uma política de repressão insana resultou na morte da pequena Ágatha Felix, de apenas 8 anos, no Complexo do Alemão. Sem atacar a raiz do problema, Witzel usou seu palanque para reafirmar um modelo de segurança que há muito já deu provas de ser ineficaz. O governador prefere culpar os usuários de drogas e afirma categoricamente que vai manter as operações que geram violência e morte diariamente.

Ao comentar sobre a tragédia, o vereador Renato Cinco lamentou que governo ignore questões como a desigualdade social ao debater sobre a violência. “É claro que Witzel tem responsabilidade por cada uma das mortes provocadas pela aplicação da política de confronto na cidade do Rio de Janeiro. Mas ele não é o único responsável, e nem criou o problema. Na verdade, a gente precisa mais uma vez convocar a população a discutir a fundo as causas da violência que tanto prejuízo gera à nossa sociedade e que tanto sofrimento causa a famílias que perdem os seus entes queridos nessa guerra”.

Veja a íntegra do discurso:

Vinte e cinco parlamentares, incluindo Renato Cinco, entraram com notícia crime na Procuradoria Geral da República contra Wilson Witzel por suas declarações que incitam as polícias a praticarem execuções sumárias. O governador Witzel faz apologia ao crime sempre que discursa defendendo o abate de pessoas, uma prática de uma pena de morte que não está prevista no Código Penal brasileiro.

“O discurso do governador alimenta diretamente o aumento da letalidade policial no nosso estado, precisamos dar um basta nisso”, concluiu Cinco.