Greve Global pelo Clima

Na sexta-feira passada (20), foi iniciada a Semana da Greve Global pelo Clima. A data escolhida foi a véspera do início da Cimeira do Clima da ONU. Evento que reúne líderes dos 193 Estados-membros.

A Greve Global pelo Clima é um preparo para Conferência das Partes signatárias da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP25), marcada para dezembro, em Santiago do Chile. Esse seminário iria acontecer aqui no Brasil, mas Bolsonaro não quis sediar o evento.

Do parlamento municipal, o vereador Renato Cinco fez um balanço dessa mobilização internacional e falou sobre Greta Thunberg, a jovem que iniciou esse movimento em defesa do planeta e que será homenageada pelo mandato Renato Cinco com a entrega da Medalha Pedro Ernesto.

“A Greta faz polêmicas importantes sobre a questão ambiental como por exemplo, questionar um dos centros da economia capitalista que é o crescimento ininterrupto e infinito da economia e defender a tese do decrescimento. Greta fala em zerar as emissões dos países centrais do capitalismo, para permitir o desenvolvimento dos países periféricos. A Greve Global foi certamente uma vitória para o povo do planeta”, defendeu Cinco.

Renato Cinco desejou que a mobilização internacional ganhe força e impulsione uma mudança de rumos planetária.“Vivemos uma emergência climática planetária e é necessário um grande esforço e mobilização mundial para que se possa conter o avanço do aquecimento global e mitigar as suas consequências”.

O vereador lamentou mais uma vez a participação do presidente Jair Bolsonaro na Cimeira do Clima da ONU, que insistiu em negar o aumento das queimadas na Amazônia. E lembrou ainda da proposta feita pelo atual governo de “levar investimentos” à região amazônica.

“A grande riqueza que a floresta pode nos oferecer é ela existir enquanto floresta, ficar de pé. Ao invés de mandar tratores e motosserra o governo devia estar preocupado em mandar cientistas para a Amazônia. Mas ao contrário, o governo Bolsonaro está preparando o projeto Barão do Rio Branco, retomando as velhas lógicas da ocupação da Floresta Amazônica da ditadura militar, ressuscitando a paranoia de que a densidade populacional da Amazônia tem que subir exponencialmente se não vira um deserto que ameaça a nossa soberania”, criticou Cinco.

A Greve Global pelo clima apontou o caminho que a humanidade tem que seguir: a mobilização dos povos em solidariedade internacional para derrotar os governos e as corporações e encerrar essa marcha insana da humanidade rumo a autodestruição.