CPI das Enchentes

A 21ª sessão da CPI das Enchentes recebeu na tarde desta quinta-feira (3) o secretário da Casa Civil Paulo Albino. Além dele estavam presentes o chefe executivo do COR, o analista de informática Alexandre Cardeman e o coordenador da Casa Civil, o senhor Daniel Mancebo.

A sessão foi iniciada com uma apresentação em vídeo da Casa Civil, o que surpreendeu os vereadores membros da CPI. Diferentemente do que foi apresentado nas sessões anteriores pelos demais secretários, a pasta mostrou um plano de integração entre os demais órgãos municipais e até um Plano de Desenvolvimento Sustentável da Cidade, com previsão de neutralização da emissão de Carbono até 2050.

“Eu estou espantado, a gente perguntou para todo mundo sobre isso e ninguém falou. A minha impressão é de que o que você está apresentando aqui está muito desconectado com o restante da administração pública do município. Como vocês estão envolvendo o restante da prefeitura, que me parece não levar isso em consideração?”, questionou o presidente da CPI Tarcísio Motta.

Os representantes da Casa Civil afirmaram que as demais secretarias estão cientes da proposta e que plano está em desenvolvimento há quase dois anos. Quem está falando a verdade?

Renato Cinco, relator da CPI, chamou atenção para a meta atrasada da secretaria.

“De acordo com os relatórios publicados pelo mundo, 2050 já é depois do apocalipse. Então se a gente for neutralizar as nossas emissões de carbono em 2050, não adianta nada ter esse plano. A gente tem dez anos para evitar as mudanças climáticas no planeta. As metas têm que ser reajustadas”, criticou.

Outro ponto que chamou a atenção durante a oitiva foi a organização administrativa da prefeitura. Depois de ouvir os secretários de diferentes pastas nas sessões anteriores, o vereador Tarcísio Motta problematizou a descontinuidade nas presidências de cada órgão.

“Parece que às vezes não há uma lógica de governança, há mudanças administrativas dependendo da conveniência imediata e isso é ruim para o planejamento. A troca de presidentes e secretários para dar conta das questões políticas dificulta a integração porque cada secretaria se torna uma ilha”.

O secretário Paulo Albino respondeu que “pode até não fazer sentido, mas não atrapalha em nada o funcionamento”.

Nenhum dos presentes soube fazer o balanço da atuação da prefeitura nas chuvas que castigaram a cidade entre os meses de fevereiro e março.

Nesta data também estava prevista a oitiva do secretário de Fazenda, mas por um erro técnico da própria Comissão, os ofícios de convocação não foram enviados e a vinda de um representante da pasta foi remarcada para a próxima semana. Na data, a CPI também receberá o gabinete do prefeito.

Confira a agenda da CPI das Enchentes:

10/10 – Prefeito Crivella/ Gabinete do prefeito / Secretaria de Fazenda

17/10 – Votação do relatório final da CPI das Enchentes